Por que passar a fatura por uma empresa americana?
Clientes nos EUA têm processos internos de contas a pagar que funcionam melhor quando o fornecedor está no mesmo país. Pagar por ACH ou wire para um banco americano é o padrão, e a área financeira quase sempre pede um formulário W-9. Se você emite a fatura como pessoa física no Brasil, seu cliente precisa fazer um pagamento internacional, e isso pode travar a aprovação.
A PANORAMA payments não abre empresa para você. A fatura é emitida por uma empresa americana que já existe e pertence à plataforma. Nela, o seu trabalho é descrito: o contrato auditado, o front end do dApp, a integração com carteira, o deploy em testnet. O cliente paga essa empresa, e você recebe o valor no Brasil. Você não ganha CNPJ americano, conta bancária nos EUA, EIN nem endereço lá.
O arranjo não muda sua residência fiscal nem suas obrigações no Brasil. Você continua responsável pelos seus impostos aqui. A PANORAMA payments não dá orientação tributária e não é sua empregadora. O serviço resolve a mecânica do pagamento: a fatura sai em dólar de uma empresa americana, o cliente paga domesticamente, e o dinheiro chega a você.
Como funciona um pagamento
Você se cadastra, verifica sua identidade uma vez e descreve o cliente e o trabalho. A partir daí, cada fatura segue um fluxo simples. A PANORAMA payments emite a cobrança em nome da empresa americana, no valor combinado, com a descrição do serviço. O cliente paga por ACH ou wire, em dólar, para um banco nos EUA. Se a área financeira pedir, o formulário W-9 está disponível.
Quando o dinheiro cai, a plataforma desconta uma tarifa única e repassa o restante para você. O valor chega na sua conta no Brasil por transferência bancária, SWIFT, SEPA, Wise ou outro meio disponível no país, dependendo do que você escolher. Não há assinatura mensal e nada é cobrado antes de o cliente pagar.
Se o cliente estiver fora dos EUA, também funciona. A plataforma aceita pagamentos de qualquer país que não esteja sob sanções, e a fatura pode ser emitida em onze moedas, incluindo dólar, euro, libra, dólar canadense, dólar australiano e franco suíço. Quem paga pode ser uma empresa ou uma pessoa física. O dinheiro sempre chega à empresa americana, e de lá segue para você.
O que a plataforma não resolve
A PANORAMA payments não é um serviço de contabilidade, e você não deve usá-la como um. Ela não abre empresa para você, não cria uma LLC no seu nome e não fornece número de contribuinte americano. A fatura é de uma empresa que não é sua; você aparece como o prestador do serviço, mas a relação comercial com o cliente é mediada pela plataforma.
Seu status fiscal no Brasil não muda. Você continua devendo os mesmos impostos que deveria se recebesse de outra forma. A plataforma não retém tributos brasileiros, não emite nota fiscal sua e não informa sua renda à Receita. O que ela faz é repassar o valor recebido do cliente, já com a tarifa descontada. O resto é com você.
A velocidade do pagamento depende do banco do cliente e do meio de repasse que você escolher. A plataforma não promete prazos específicos. O importante é que você sabe de antemão quanto vai receber, porque a tarifa é única e aparece antes de você confirmar a fatura.
Para quem desenvolve blockchain
Seu trabalho é entregue em código: contratos auditados, front end de dApp, integração com carteira, deploy em testnet. Você provavelmente cobra por etapa, por projeto fixo ou por hora. O problema é que muitos clientes oferecem pagar em tokens, e aí o que era um honorário profissional vira uma posição especulativa e um problema contábil no Brasil.
Com a PANORAMA payments, a fatura sai em dólar. O cliente paga em moeda fiduciária, por ACH ou wire, como faria com qualquer outro fornecedor americano. Você não precisa aceitar tokens, não precisa justificar a volatilidade e não precisa incluir ganho de capital na sua declaração por causa do pagamento. O valor que você combinou é o valor que chega, descontada a tarifa da plataforma.
Isso vale para todos os tipos de cliente: startups de cripto nos EUA, fundos que constroem ferramentas, empresas tradicionais testando blockchain. Se o cliente é uma empresa americana, o processo é ainda mais simples. Se é uma pessoa física, também funciona. A fatura descreve o trabalho com precisão, do jeito que você faria numa proposta: por exemplo, "Auditoria de contrato inteligente (1 contrato)" ou "Integração com MetaMask (1 carteira)".
